Entrevista a Nuno Palha por “Casamentos Magazine” em 2011

– Quando teve o primeiro contacto com a fotografia?
Os meus pais deram-me a primeira máquina aos 7 anos. Foi quando comecei a fotografar. Lembro-me (e ainda tenho as fotografias) de os enquadramentos saírem todos tortos e eu não perceber porquê!!! Aos fins de semana saíamos os 4 com as máquinas na mão e íamos fazer passeios fotográficos. Mas o contacto com a fotografia começou muito antes. Os meus pais sempre fotografaram e tínhamos um laboratório em casa.

– Como começou o interesse por fotografia de casamentos?
Em 2005, quando comecei a estudar fotojornalismo. Queria fotografar pessoas e emoções. É o que mais gosto. Ao mesmo tempo tenho um espírito empreendedor, e isso dava-me novas perspectivas.
Comecei a trabalhar como assistente de fotógrafo de casamentos e depois de 2 anos fotografei o meu primeiro casamento sozinho.
Lembro-me de frequentar um workshop de fotografia em 2005 e do professor ter dado um exercício prático. Tínhamos que gastar um rolo “fotografando livremente”para depois fazer a revelação no laboratório. Todos fotografaram plantas, objectos e arquitectura. Eu fotografei os meus colegas!! É claro que o professor disse que eu tinha o pior trabalho. Fotografei as pessoas…. Que desinteressante, segundo a opinião dele.

– O que é importante para si dominar, para ser um bom fotografo?
Depende do tipo de fotografia, mas na área dos casamentos é preciso ter algumas características:
Gostar muito de pessoas. Flexibilidade e rápida adaptação a qualquer tipo de situação. Manter a postura e a calma em ambientes de grande agitação e por vezes, confusão. Viver o momento. Saber antecipar bons enquadramentos e clímaxes de emoção.
ETC.

– Procura diferenciar o seu trabalho do existente em Portugal, ou segue alguma linha ou tendência?
Não procuro diferenciar nem estou preocupado em seguir uma linha ou tendência.
Procuro sim que o meu trabalho seja uma reflexão daquilo que sou.

– Qual foi o trabalho que lhe deu mais “gozo” fazer?
Não consigo destacar um só trabalho, mas os casamentos que mais gostei de fotografar foram sempre aqueles com as pessoas mais alegres e genuínas. São sempre os casamentos que me fazem chegar uma lágrima ao olho ou que me dão arrepios quando ouço os discursos e vejo os noivos a olharem um para o outro. Esses casamentos, os que têm mais emoção, são sempre os mais fotogénicos, e são os que eu procuro fazer.

– Quais são os seus projectos para futuro?
Aprofundar o meu trabalho. Aprender constantemente. Servir os noivos e oferecer-lhes algo que fique para a vida toda, como um pequeno tesouro de arte e recordações.
Quero começar este ano a fazer casamentos no estrangeiro, e estou a planear escrever um livro direcionado para fotógrafos de casamentos. É uma forma de partilhar as minhas experiências e dar o meu contributo à comunidade de profissionais.
Como disse antes, tenho um espírito empreendedor, e projectos não me faltam… alguns deles tomarão forma brevemente.

– Como é que os noivos podem conhecer os seu trabalho?
O meu trabalho pode ser visto no meu site, blog, facebook e flickr.
Se quiserem ver álbuns físicos podem visitar o meu estúdio.

– Tem algum conselho, ou dica importante que queira deixar aos noivos, aquando a escolha do fotografo para o seu casamento?
Sim. Antes de pesquisarem os fotógrafos que estão disponíveis no mercado, juntem-se os dois e decidam o que pretendem. Que tipo de fotografias gostam. Que tipo de trabalho procuram.
Quando tiverem uma imagem bem definida do que querem, encontrem os 3 melhores fotógrafos com uma linha de trabalho semelhante ao que procuram.
O meu conselho é não se “distraírem” com o vasto leque de ofertas que o mercado tem. Foquem-se no que querem e nos 3 melhores fotógrafos que vos podem oferecer isso.

 

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